Ronco e apnéia do sono

Ronco

O ronco é um ruído provocado por estreitamento ou obstrução nas vias respiratórias superiores durante o sono. Esse estreitamento dificulta a passagem do ar e provoca a vibração dessas estruturas, gerando o ruído característico do ronco. Enquanto um ronco leve pode ser suportado por seu parceiro(a), o ronco alto, constante e diário é considerado um problema social e pode ser o primeiro sinal de uma doença grave chamada apnéia do sono, patologia esta caracterizada por parada respiratória com duração de pelo menos dez segundos nos adultos, e dois ou três segundos nas crianças.

É importante haver uma distinção entre o ronco e a apnéia do sono. Muitas pessoas roncam. Pesquisas estimam que 50% da população brasileira exibe algum grau de ronco, gerando problemas como isolamento social durante o sono, dificuldade em dormir confortavelmente devido ao fato de acordar com o ruído do próprio ronco e ainda separação entre casais.

No entanto, nem sempre o ronco é sinal de apnéia do sono. O ronco pode ser considerado normal, quando a pessoa está dormindo em decúbito dorsal (de costas), por exemplo, porque a musculatura da garganta fica mais flácida e a língua é deslocada um pouco para trás. Mas, é classificado como patológico e deixa de ser apenas uma inconveniência social quando ocorrem grandes vibrações e ruído intenso, exigindo tratamento.

Causas do ronco e apnéia

  • Flacidez nos músculos da boca e da garganta;
  • Amídalas e adenoides hipertrofiadas;
  • Desvio do septo;
  • Pólipos no nariz;
  • Palato em forma de ogiva;
  • Rinite, sinusite e obstruções nasais;
  • Palato mole e úvula aumentados;
  • Retrognatismo mandibular ("Queixo retraído")
  • Envelhecimento;
  • Macroglossia (língua grande)
 

O fechamento parcial das vias aéreas superiores é definido como hipopnéia, enquanto que o fechamento total constitui a apnéia. Nos fechamentos parciais, temos como principal manifestação o ronco, devido à produção de som pela vibração das estruturas causada pela passagem forçada de ar. Existe um espectro de doença desde o ronco normal e assintomático até o quadro completo de síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS). O ronco pode preceder e evoluir para SAOS, sendo que a obesidade e o envelhecimento contribuem para isso.

O diagnóstico do ronco pressupõe a participação de especialistas em diferentes áreas. A conduta inicial é levantar a história do paciente, ouvindo uma pessoa próxima, pois dificilmente quem sofre de ronco e apnéia tem consciência do que lhe acontece durante o sono. O exame físico criterioso feito a seguir e um exame chamado polissonografia ajudam a concluir o diagnóstico.

Fatores de risco ou agravantes do sono

  • Pescoço mais grosso e mais curto;
  • Obesidade;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Uso de remédios ou calmantes para dormir;
  • Dormir em decúbito dorsal (de costas);
  • Excessos alimentares antes de dormir;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Tabagismo.